Foi com esta frase que ele terminou toda a sua história, todo o seu terror.
A tremer e tentando engolir os soluços convulsos das lágrimas, saí de lá como se de uma flecha me tratasse. Fugi da verdade. Corri para que ela não me apanhasse nunca mais.
É tão desesperante pensar que isto aconteceu mesmo ao meu lado, ao nosso lado. Poderia ser um de nós. Um qualquer. Ele foi o escolhido.
Talvez pela sua calma, também já me tenha acalmado. Talvez pelo seu positivismo, também já esteja a pensar positivo.
E mais uma vez me lembro da efemeridade da vida; desta fugacidade perturbante que ao virar da esquina nos tenta atropelar, umas vezes sem dar-mos conta; outras, tal como esta, de olhos bem abertos.
Resta-me estar presente. Rezar. Rogar. Sorrir e se necessário lutar.
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