sábado, 27 de março de 2010

O vento vago voltou.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Quem dorme à noite comigo?

"Perecerei", disse ele, "irei morrer nesta deplorável loucura. Assim, assim, e não de outra forma, hei-de perder-me. Receio os eventos do futuro, não por si mesmos, mas pelos seus resultados. Estremeço ao pensar em qualquer, ainda que trivial, incidente que venha a agir sobre esta intolerável agitação da alma. Não sinto, na verdade, nenhuma aversão ao perigo, excepto no seu efeito absoluto - no terror. Neste desalento - nesta condição que mete dó - sinto que chegará mais tarde ou mais cedo o período em que deverei abandonar conjuntamente a vida e a razão, num qualquer embate com esse sinistro fantasma: o MEDO."
Edgar Allan Poe

quinta-feira, 4 de março de 2010

Hoje. o sol a bater me na cara. a claridade a querer entrar na minha vida. sorrisos e conversas alienadas numa esplanada sedenta de saudade. Hoje. o peso da data que carrego comigo. Hoje. tu à minha frente impossivel de atingir. Simplesmente mais um dia que vai passar.


O dia nunca raia para quem encosta a cabeça no seio das horas sonhadas.

in O Marinheiro, de Fernando Pessoa