Época: Hoje, segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Tempo: Tal como eu! Num estado que nem se sabe bem como está! Entre chuva, sol, frio e calor..
Espaço: No meu refúgio azul...
Estado: Página em branco! Tela em branco!
Patologia: Em decadência total..
Posologia: Chocolate; mais chocolate; e muito muito chocolate!
Necessidades: Carência extrema de qualquer tipo de chocolate.
Preferências: After Eight! Toblerone! Milka (chocolate de leite com recheio de morango)!
Avisos: Manter distância mínima de 3 metros!
Aceitam-se caixas e tabletes de chocolate!
Exigências: Silêncio! Paz! Chocolate! Silêncio! Calma! Leitura! Escrita! Chocolate! Morangos, não??! Dormir furiosamente! Chocolate!
Congratulações: 2º semestre iniciado com sucesso e boa disposição pela manhã.
Felicidade extrema: Visionamento do filme "O Capuchinho Vermelho - a verdadeira história" pela nona vez!
Partilha: Chocolate em várias línguas:
Alemão --> Schokolade
Italiano --> Cioccolato
Holandês --> Chocolade
Grego --> Σοκολάτα
Russo --> Шоколад
Esperanças: Poder dizer em breve Chocolate em Sueco.
A serenidade do passar da tempestade!
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
I Wish I Was The Moon

Chimney falls and lovers blaze
Thought that I was young
Now I've freezing hands and bloodless veins
As numb as I've become
I'm so tired, I wish I was the moon tonight
Last night I dreamt I've forgotten my name
'Cause I sold my soul
But I woke just the same
I'm so lonely, I wish I was the moon tonight
God bless me I'm a free man
With no place free to go
Paralyzed and collared tight
No pills for what I fear
This is crazy, I wish I was the moon tonight
Chimney falls and lovers blaze
Thought that I was young
Now I've freezing hands and bloodless veins
As numb as I've become
I'm so tired, I wish I was the moon tonight
How will you know if you've found me at last?
'Cause I'll be the one, be the one, be the one
With my heart in my lap
I'm so tired
I'm so tired
And I wish I was the moon tonight
I'm so tired
I'm so tired
And I wish I was the moon...
I'm so tired
I'm so tired
And I wish I was the moon tonight
Neko Case
Thought that I was young
Now I've freezing hands and bloodless veins
As numb as I've become
I'm so tired, I wish I was the moon tonight
Last night I dreamt I've forgotten my name
'Cause I sold my soul
But I woke just the same
I'm so lonely, I wish I was the moon tonight
God bless me I'm a free man
With no place free to go
Paralyzed and collared tight
No pills for what I fear
This is crazy, I wish I was the moon tonight
Chimney falls and lovers blaze
Thought that I was young
Now I've freezing hands and bloodless veins
As numb as I've become
I'm so tired, I wish I was the moon tonight
How will you know if you've found me at last?
'Cause I'll be the one, be the one, be the one
With my heart in my lap
I'm so tired
I'm so tired
And I wish I was the moon tonight
I'm so tired
I'm so tired
And I wish I was the moon...
I'm so tired
I'm so tired
And I wish I was the moon tonight
Neko Case
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
O teu olhar
Passam no teu olhar nobres cortejos,
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
Florbela Espanca
Frotas, pendões ao vento sobranceiros,
Lindos versos de antigos romanceiros,
Céus do Oriente, em brasa, como beijos,
Mares onde não cabem teus desejos;
Passam no teu olhar mundos inteiros,
Todo um povo de heróis e marinheiros,
Lanças nuas em rútilos lampejos;
Passam lendas e sonhos e milagres!
Passa a Índia, a visão do Infante em Sagres,
Em centelhas de crença e de certeza!
E ao sentir-se tão grande, ao ver-te assim,
Amor, julgo trazer dentro de mim
Um pedaço da terra portuguesa!
Florbela Espanca
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Porque hoje de manhã tivémos a falar dele.. apeteceu-me partilhar convosco um dos poemas mais bonitos do Romantismo..
NÃO ÉS TU
Era assim, tinha esse olhar,
A mesma graça, o mesmo ar,
Corava da mesma cor,
Aquela visão que eu vi
Quando eu sonhava de amor,
Quando em sonhos me perdi.
Era assim, tinha esse olhar,
A mesma graça, o mesmo ar,
Corava da mesma cor,
Aquela visão que eu vi
Quando eu sonhava de amor,
Quando em sonhos me perdi.
Toda assim; o porte altivo,
O semblante pensativo,
E uma suave tristeza
Que por toda ela descia
Como um véu que lhe envolvia,
Que lhe adoçava a beleza.
Era assim; o seu falar,
Ingénuo e quase vulgar,
Tinha o poder da razão
Que penetra, não seduz;
Não era fogo, er aluz
Que mandava ao coração.
Nos olhos tinha esse lume,
No seio o mesmo perfume,
Um cheiro a rosas celestes,
Rosas brancas, puras, finas,
Viçosas como boninas,
Singelas sem ser agrestes.
Mas não és tu... ai! não és:
Toda a ilusão se desfez.
Não és aquela que eu vi,
Não és a mesma visão,
Que essa tinha coração,
Tinha, que eu bem lho senti.
Almeida Garrett
sábado, 16 de fevereiro de 2008

Ontem à noite, como não podia deixar de ser, já quase no final do nosso encontro, a conversa foi parar àquele tema tão interessante e falado entre nós.. suscitou aulas, exemplificações, muitas gargalhadas e eu, como menina de amor à camisola que sou, venho por este meio demonstrar que a literatura está presente em tudo, até nos temas mais estranhos que se possa imaginar...
Podia ser uma cama aberta no horizonte,
e os teus cabelos num poente incendiado.
Podia ser o teu sexo num cume de monte,
e os teus seios despidos sobre este prado.
A mão que esconde mais do que oferece,
os olhos de presa dominando o caçador.
E os teus lábios que murmuram a prece
de quem só reza no instante do amor.
E se falasse dos teus olhos, dos teus braços,
desse corpo em que me perco e te ganho,
não mais acabaria o que tem de acabar:
uma respiração de suspiros e de abraços
neste canto em que és tudo o que eu tenho,
nesta viagem em que não tem fundo o mar.
Nuno Júdice
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Mais um pedacinho de mim...
“O puro vigor do enigma nomeado vem da origem futura do seu
aéreo centro. A palavra não diz mas abre e a sua abertura coincide
com a frescura que começa diante de si e até si vem com o sopro
do horizonte.” Ramos Rosa, Relâmpago de Nada
O dia começa rapidamente.
O enigma da vida subsiste
Não sei que vai acontecer hoje.
No sopro do vento sinto que tudo é inseguro
Na frescura do nevoeiro penso que o amanhã voltará
Os anos passaram
Os anos abriram
Regressaram... Partiram...
Naquela manhã o horizonte era o futuro
Nesta manhã o centro é o presente
Os pássaros voam, o vento passa rasteiro, as flores tremem de arrepio.
Tudo lá fora se manifesta inseguro
Sinto os carros lá fora de um lado para o outro
Sinto vozes de alguém que não sabe para onde vai
Sinto-me como se fosse uma criança
Que não reconhece o abismo de ruídos, o abismo do mundo exterior.
Sinto-me como estranha
Acabada de chegar, acabada de nascer...
HR.
aéreo centro. A palavra não diz mas abre e a sua abertura coincide
com a frescura que começa diante de si e até si vem com o sopro
do horizonte.” Ramos Rosa, Relâmpago de Nada
O dia começa rapidamente.
O enigma da vida subsiste
Não sei que vai acontecer hoje.
No sopro do vento sinto que tudo é inseguro
Na frescura do nevoeiro penso que o amanhã voltará
Os anos passaram
Os anos abriram
Regressaram... Partiram...
Naquela manhã o horizonte era o futuro
Nesta manhã o centro é o presente
Os pássaros voam, o vento passa rasteiro, as flores tremem de arrepio.
Tudo lá fora se manifesta inseguro
Sinto os carros lá fora de um lado para o outro
Sinto vozes de alguém que não sabe para onde vai
Sinto-me como se fosse uma criança
Que não reconhece o abismo de ruídos, o abismo do mundo exterior.
Sinto-me como estranha
Acabada de chegar, acabada de nascer...
HR.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Acordei. Olhei para o relógio. Eram 11h.
Peguei no livro que comecei a ler à pouco tempo. Sentei-me na cama, neste quarto que me parece agora tão vazio.
Uma tormenta de sons invadiu o quarto, atormentando-me a alma.
Parei na página 89.
Olhei para o céu. Estava lindo, sem nuvens, num tom de azul brilhante que clariava ainda mais quando se olhava noutras proporções.
Peguei no livro que comecei a ler à pouco tempo. Sentei-me na cama, neste quarto que me parece agora tão vazio.
Uma tormenta de sons invadiu o quarto, atormentando-me a alma.
Parei na página 89.
Olhei para o céu. Estava lindo, sem nuvens, num tom de azul brilhante que clariava ainda mais quando se olhava noutras proporções.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Já é noite! Uma lágrima teima em avançar pelos contornos do meu rosto.
Hoje a menina acordou, sentou e chorou.
Hoje a menina viu que o céu estava escuro. Viu que nem tudo pode brilhar para sempre.
A menina sorria, sem vontade. A menina falava, escondendo o vazio interior.
Hoje a menina entristeceu. Hoje a menina perdeu.
Hoje a menina sentiu frio!
Tudo era frustração!
Hoje a menina acordou, sentou e chorou.
Hoje a menina viu que o céu estava escuro. Viu que nem tudo pode brilhar para sempre.
A menina sorria, sem vontade. A menina falava, escondendo o vazio interior.
Hoje a menina entristeceu. Hoje a menina perdeu.
Hoje a menina sentiu frio!
Tudo era frustração!
Quinteto Fantástico!
Após quatro meses... de aulas, de convivio, de cumplicidade, de partilha, de uma amizade cada vez maior e mais forte.. chegou a vez da tao esperada viagem! Torres Vedras nos esperava de braços abertos! Experiência fantásticas! Amigos maravilhosos! Tão pouco tempo juntos e já sentimos que nos conhecemos há tanto tempo.. Amigos para a vida!
Como todos somos pequeninos bons escritores e artistas cada um fez a sua parte e demonstrou a sua amizade e felicidade de uma forma peculiar (uns no seu silêncio, outros com a sua lágrima e ainda outros de uma maneira mais visivel.. entre outros, o ericeiras com os seus videos que fazem chorar e o marcus-marci com a sua escrita tocante)... aqui vos deixo a parte escrita para que apreciem um pouco do jeitinho dos muninos de Estudos Portugues e Lusófonos:
Desejo
Há dias assim em que as flores germinam sobre os teus desejos e se exaltam em simples fios dourados sobre o céu. Depende da estação, aquela vibração harmoniosa a acarinhar o cruzar dos vossos olhares sobre o sol, sobre os pingos frescos de chuva. Há dias assim em que saltitamos de nuvem em nuvem aclamando as boas novas deste grande aro de amizade. Se outrora caísse no vazio da atmosfera nua ele teria um abismo na sua idealização de desejo, agora teria uma quantidade de asas que o fariam retornar aos saltitos tranquilos. Há dias assim em que retornamos da base de escassez das palavras e pensamos nelas e o que a ausência lhes guarda, pensamos nas cores mais brilhantes para as brindar no seu regresso, algo com apoteose; recebemo-las com sorrisos, abraçamo-las como se nunca tivessem existido neste mundo de festivais eloquentes. A sonoridade é profunda e harmoniosa, estas entoações de firmeza e de verdade múltipla dão-nos tragos de calmaria. Há dias e dias, há uns que nem existem, outros que guardamos em momentos doces de nostalgia, há outros em que as flores murcham de desgastes constantes e existem alguns como estes que acredito fielmente que jamais serão esquecidos. Há dias assim em que o desejo se torna tema de uma história.
M.M.
06/02/2008
06/02/2008
Depois disto só tenho algo a dizer:
"A amizade são cinco almas num só corpo."
domingo, 3 de fevereiro de 2008
Um pedacinho de mim..
Depois de o Ericeiras ter dito que estava giro e da Karoxa ter ficado com os olhitos cheios de lágrimas, ganhei coragem para partilhar algo da minha autoria...
Cobrir de branco o escuro
Aqui à tua espera
Esperando sempre.
Cobrir de alvo o preto
As tuas palavras partiram
Deixando um silêncio profundo
Repleto de sombras e gritos
Recheado de marés sonolentas
Que vão e regressam.
Partem mas sempre voltam…
Cobrir de claro o negro
Silêncio que fica
E que atormenta
A fábula em que vivia,
A magia em crescia,
A fantasia em que habitava.
Cobrir de cor o vazio
Renascer e falar
Acabar a tormenta sonora do silêncio.
Acabar as páginas de lágrimas escritas.
Acabar com a espera incessante do teu ser sombrio.
Viver e colorir a tela do meu ser.
HR.
Cobrir de branco o escuro
Aqui à tua espera
Esperando sempre.
Cobrir de alvo o preto
As tuas palavras partiram
Deixando um silêncio profundo
Repleto de sombras e gritos
Recheado de marés sonolentas
Que vão e regressam.
Partem mas sempre voltam…
Cobrir de claro o negro
Silêncio que fica
E que atormenta
A fábula em que vivia,
A magia em crescia,
A fantasia em que habitava.
Cobrir de cor o vazio
Renascer e falar
Acabar a tormenta sonora do silêncio.
Acabar as páginas de lágrimas escritas.
Acabar com a espera incessante do teu ser sombrio.
Viver e colorir a tela do meu ser.
HR.
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