sábado, 16 de fevereiro de 2008


Ontem à noite, como não podia deixar de ser, já quase no final do nosso encontro, a conversa foi parar àquele tema tão interessante e falado entre nós.. suscitou aulas, exemplificações, muitas gargalhadas e eu, como menina de amor à camisola que sou, venho por este meio demonstrar que a literatura está presente em tudo, até nos temas mais estranhos que se possa imaginar...




Podia ser uma cama aberta no horizonte,

e os teus cabelos num poente incendiado.

Podia ser o teu sexo num cume de monte,

e os teus seios despidos sobre este prado.


A mão que esconde mais do que oferece,

os olhos de presa dominando o caçador.

E os teus lábios que murmuram a prece

de quem só reza no instante do amor.


E se falasse dos teus olhos, dos teus braços,

desse corpo em que me perco e te ganho,

não mais acabaria o que tem de acabar:


uma respiração de suspiros e de abraços

neste canto em que és tudo o que eu tenho,

nesta viagem em que não tem fundo o mar.


Nuno Júdice

1 comentário:

Tânia disse...

Os cafes de 6ª feira querem + literatura cm essa :D