"Perecerei", disse ele, "irei morrer nesta deplorável loucura. Assim, assim, e não de outra forma, hei-de perder-me. Receio os eventos do futuro, não por si mesmos, mas pelos seus resultados. Estremeço ao pensar em qualquer, ainda que trivial, incidente que venha a agir sobre esta intolerável agitação da alma. Não sinto, na verdade, nenhuma aversão ao perigo, excepto no seu efeito absoluto - no terror. Neste desalento - nesta condição que mete dó - sinto que chegará mais tarde ou mais cedo o período em que deverei abandonar conjuntamente a vida e a razão, num qualquer embate com esse sinistro fantasma: o MEDO."
Edgar Allan Poe
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