terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Escrevi porque tinha um problema de ódio a resolver.

Se um poema pudesse matar, como de facto deveria matar, eu estaria cercad[a] por uma putrefacçãozinha humana.

E o pânico? Ouviram falar?
A sufocação, o medo.

E eu realmente sem nada - sem revólveres, nem gravatas, nem sequer poemas ou projecto deles.

Mas há uma criminalidade que me interessa.

in Photomaton & Vox, de Herberto Helder

Sim. O mundo afinal transformou-se, algures, em certo momento. E esse algures é em toda a parte, e o momento é o tempo inteiro. Fui eu quem o transformou, em cada instante e ao longo da minha vocação criminal. Acontece assim o equívoco: eles conhecem todas as modalidades acessórias (que desconheço) e eu sei da única regra essencial (que ignoram).

1 comentário:

D.S. disse...

Ainda estou para descobrir onde está a tal escritora vulgar de quem tu tanto falas.